II CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE SOCIAL 

02 OUT 2017
02 de Outubro de 2017
Durante toda sexta-feira (29) presidentes de bairros e comunidades religiosas afrodescendentes junto a Secretaria de Desenvolvimento Social e outras autoridades do município se reuniram num debate sobre violência e os mais diversos tipos de preconceitos, mas especificamente, os afrodescentes. E teve como objetivo promover o respeito, proteção e maior conhecimento em relação ao legado, além de fortalecer as ações relacionadas em relação ao gozo de direitos e o cumprimento dos tratados e convenções internacionais. 
Após o café da manhã e abertura da conferência e a leitura da Minuta de Regime Interno, foi dado início a palestra com a finalidade de promover o aprofundamento do debate nos quatro eixo: do reconhecimento dos afrodescendentes, da garantia de justiça aos afrodescendentes, do desenvolvimento dos afrodescendentes, e por fim, discriminação múltipla ou agravada dos afrodescendentes. “Temos muito trabalho pela frente. Porque não podemos cair na conversa de quem quer acabar com nosso legado. O capitalismo nos fez entender que somos baratos. Pegando o que é nosso e capitalizando, como os banhos de ervas, hoje chamado de ofuro. Não basta ser preto, tem que lutar. É essa conferência é a prova disso. É preciso entender que qualidade de vida é respeitar o outro”, disse a palestrante e assessora técnica em igualdade social – Secretária de Segmentos Sociais do Estado, Marta Almeida. 
Depois da palestra, foi aberto um espaço para que a plenária expôse as opiniões, discutisse o tema e ressaltas diante dos preconceitos. Uma das ressaltas foi a abordagem de negros ou pais de terreiros por policiais, ou a falta de atitude em relação aos diretos deles. "Fui assaltado dentro de meu terreiro e baleado com dois tiros no braço. Pedi ajuda aos policiais para irem até o hospital, pois estava assustado e os bandidos poderiam me seguir. E eles disseram, já já chegamos. No fim só encontrei um guarda, por que já estava lá. Pouco depois, chegou uma senhora, também assaltada, com os policiais. A diferença é que eu sou pai de santo e ela evangélica." relatou Pai Clóvis.
Na parte da tarde o grande grupo se divide para discutirem propostas em benefício dos afrodescendentes, onde várias ideias deveriam se resumir em três para fosse e aprovado por todos e enviar ao Governo do Estado.  TEXTO POR ROBERTA XIMENES. 

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